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Notícias » Grupo fará manifestação no dia 14
06/05/2011

Primeira grande movimentação popular contra o aterro da Queiroz Galvão será realizada no largo do Rosário.

Marco Soares, presidente da Subseção, depõe sobre as diretrizes da campanha aos participantes.A primeira grande mobilização contra o aterro da Queiroz Galvão no distrito do Taboão está marcada para o próximo dia 14, no largo do Rosário. A manifestação popular contra o Lixão deve ganhar ainda o apoio da Igreja Católica, que neste ano tem o meio ambiente como tema da Campanha da Fraternidade. O objetivo é reproduzir a força da sociedade civil que esteve engajada contra o empreendimento em 2007.

Ontem, integrantes do movimento popular contra o aterro definiram estratégias de ação. Eles teriam hoje uma reunião com o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM). O encontro, porém, foi cancelado, segundo informação divulgada na tarde de ontem, porque o prefeito irá participar de um evento da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), na Capital.

Na reunião com os integrantes do movimento "Aterro Não", o prefeito seria cobrado das medidas técnicas e jurídicas que estão sendo tomadas pela administração municipal para impedir a instalação do aterro da Queiroz Galvão. O cancelamento da reunião, porém, não abalou os integrantes do movimento.

"Não vejo prejuízo para o movimento com o cancelamento desta reunião com o prefeito, já que sempre que vamos falar com ele assistimos um monólogo e não recebemos nenhuma informação nova e efetiva. Acho muito mais proveitoso realizar reuniões com a comunidade para que todos possam falar", destacou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mogi, Marco Soares Junior.

Três vereadores participaram da reunião de ontem: Jolindo Rennó Costa (PSDB), Odete Sousa (PP) e Jean Lopes (PC do B). Esta foi a primeira vez na história do movimento que parlamentares participam da reunião. "É muito importante saber quem está a favor e quem está contra o aterro. Gostaria que outros parlamentares participassem das próximas reuniões", destacou o professor da rede pública de ensino, Nabil Francisco de Moraes. O presidente da ONG Guerrilheiros do Itapeti, Mário Berti, prometeu pressão em cima dos vereadores que se declararam a favor de um aterro.

O presidente da Associação dos Moradores do Mogilar, José Arraes, criticou Bertaiolli: "Na administração do Junji, tínhamos mais acesso aos trâmites administrativos do que atualmente porque ele deixava o movimento participar. Hoje, o prefeito está tomando a frente e a sociedade civil só ouve e não pode falar. Essa briga é nossa e ele tem de nos ouvir".


Lei
A Comissão de Obras e Meio Ambiente da Câmara deve começar a estudar a criação de uma lei de política municipal de resíduos sólidos. Por lei, a proposta deve partir do Executivo, mas o Legislativo pode fazer uma indicação ao prefeito. "Se o município já tivesse esta política pronta hoje, seria o suficiente para barrar o aterro amanhã", explicou Marco Soares. 

Fonte: Mogi News

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